Na semana passada, falamos sobre a necessidade e a importância de se chamar a atenção, dentro do seu negócio.

O seu cliente é atraído por aquilo que ele necessita, quer ou deseja, pelo universo de suas necessidades. Raramente, muito raramente, pelo que você faz ou produz.




O que chama a atenção do seu cliente é a possibilidade de satisfação de uma necessidade dele, do cliente potencial.

O objetivo inicial do marketing é ser ouvido na sua proposta de satisfação de uma necessidade relevante para o mercado alvo. Ser ouvido é chamar a atenção, capturar a atenção.

Mas, afinal de contas, o que é atenção?
Atenção é o envolvimento interno e individual de uma pessoa, em resposta a uma informação. Essa informação chega através dos nossos sentidos, e pelo 6º sentido também, afinal, quando cismamos com algo, esse algo está chamando a nossa atenção.

Como ocorre a atenção?
A cada instante presente somos bombardeados por inúmeras informações. Algumas delas, nossos “filtros” internos selecionam e mudam nosso estado de consciência na direção ou conteúdo da informação.

Quando ocorre a atenção?
A atenção ocorre no intervalo entre a mudança da consciência e a tomada de decisão da ação, ou da falta de ação.

Uma figura mental
Vamos imaginar uma figura mental:

1. O presente é uma membrana muito fina que separa o passado do futuro.

2. Esta membrana, em cada um de nós, recebe um fluxo de informações que são traduzidos pelos nossos sentidos – e pelo 6º sentido – como um fluxo de percepções.

3. Este fluxo de percepções passa pela membrana a uma velocidade de 60 segundos por minuto, nos levando através do presente, para o futuro, deixando para trás o passado.

4. Cada uma destas percepções é filtrada – analisada de forma inconsciente – pelo nosso cérebro.

5. Algumas destas percepções – aquelas que fazem uma ligação interna em nosso cérebro – alteram o nosso estado de consciência.

6. A esta alteração do estado de consciência dá-se o nome de atenção.

É este o mecanismo que todas as propagandas querem captar, que toda os bilhões de informações disponibilizadas, inclusive na Internet, querem captar: a sua atenção!

Há uma página, no sítio da Merkatus, que fala sobre o par “Informação – Ação”. Este Boletim traz a informação, e sugere algumas possíveis ações.

Para quem quiser mais ação, eu recomendaria a leitura dos seguintes Boletins Eletrônicos Semanais, que mostram a utilização prática, em marketing, destes conceitos de atenção:

Áudio-cartão – Você Precisa Ter Um!

A Escolha E A Sua Mensagem




Por que será que, nestes tempos da era da informação, se começa a falar, repetidamente, em atenção?

A razão básica é que na era da informação, nesta etapa onde o capital do conhecimento prevalece, o conhecimento e a informação estão disponíveis em níveis muito maiores do que o ser humano pode absorver.

A maior biblioteca da Europa, no século XVI, tinha 166 livros.

O conteúdo da INTERNET dobra a cada 15 dias!

A informação é passiva, e consome o insumo raro e intangível da atenção; a atenção de quem pode se interessar por essa informação.

O problema que existe é a atenção ser um bem muito procurado e raro.

Ser ouvido, obter a atenção, num mundo repleto de informações, no qual todos nós somos constantemente bombardeados com informações, que disputam nossa atenção, é o objetivo inicial de qualquer ação de marketing.

É a atenção que inicia o conhecimento de algo, seja lá o que for esse algo.

O conhecimento, quer seja da sua empresa, quer seja dos seus serviços, é disparado inicialmente pela obtenção da atenção de cada um dos seus clientes potenciais.

Você e sua empresa são extremamente dependentes da sua capacidade de chamar a atenção do seu cliente potencial.

A mensagem que você tenta passar ao seu cliente potencial está programada para mudar o estado de consciência interno dele?

A sua mensagem fala dos benefícios que ele pode obter com os seus serviços?

Dedique atenção na construção de uma ótima semana.

Carlos Alberto de Faria

Graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1972 e pós-graduado em Marketing de Serviços pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1997. Mais de 40 anos de experiência em Marketing.

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