CARLOS ALBERTO DE FARIA  apresenta:

BOLETIM ELETRÔNICO SEMANAL - BES(Para assinar o BES, clique aqui!)

 

A TEORIA DA EQUIDADE
E ALGUMAS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS PESSOAIS (*)


Os empregados, raramente, são observadores passivos dos eventos que acontecem ao seu redor no local de trabalho. Eles são observadores e, talvez mais importante, eles avaliam os eventos que observam. Será útil usar a teoria das trocas para tentar entender estes processos de avaliação.

 


As teorias das trocas estão baseadas em duas suposições sobre o comportamento humano:

(1) assume-se que há uma semelhança entre o processo pelo qual o indivíduo avalia suas as relações sociais e as suas transações econômicas no mercado.

As contribuições para as relações sociais podem ser percebidas como investimentos para os quais as pessoas esperam algum retorno (é assumido que as pessoas não entram em relações sociais sem alguma expectativa que o tempo e recursos que eles investem nessas relações tenham retorno de alguma maneira).

(2) assume-se que as pessoas exigem justiça nas suas interações sociais e essa percepção sobre a justiça é obtida pela observação do que as outras pessoas obtêm das relações.

Onde há igualdade relativa entre resultados e contribuições da troca de ambas as partes é provável que resulte em satisfação.

 


Resumindo, os indivíduos em interações sociais comportam-se de uma forma similar, até certo ponto, ao do "homem econômico" colocado pela economia clássica. A suposição é que os indivíduos são motivados a maximizar os resultados que recebem e minimizar seus custos.

 


Os principais componentes das relações de troca são contribuições e resultados.

Contribuições, tal como os investimentos, são o que as pessoas põem na relação.

Resultados
são "as coisas" obtidas na troca.

 

A importância relativa da contribuição e do resultado é uma questão de percepção. Somente eu é que posso realmente dizer quanto valor eu coloquei nas contribuições que eu investi na troca. Minhas expectativas com respeito aos resultados que espero receber dependerão do valor eu coloquei em minhas contribuições, e isto pode ter muito pouco a ver com qualquer característica objetiva da situação.

A consideração importante é que cada pessoa avalia as suas contribuições dadas e os seus resultados obtidos comparando-os com essas mesmas contribuições e resultados dos outros.

Diz-se que a eqüidade existe sempre que a relação entre os meus resultados e minhas contribuições é igual à mesma relação sob o ponto de vista da outra pessoa. Por exemplo, os empregados podem exibir satisfação em um trabalho que exige um grande esforço e para qual eles recebem muito pouco se, e somente se, os seus colegas de trabalho estão em posição semelhante.

 


Podem ser resumidos os postulados principais de Teoria da Eqüidade:

(1) a percepção da não eqüidade cria tensão no indivíduo;

(2) a quantidade de tensão é proporcional à magnitude da        percepção da não eqüidade;

(3) a tensão criada no indivíduo irá motivá-lo a reduzir esta não        eqüidade;

(4) a força da motivação para reduzir a não eqüidade é proporcional à percepção dessa não eqüidade.

 

O conceito de eqüidade é freqüentemente interpretado como uma associação positiva entre o esforço de um empregado no trabalho e o pagamento que eles recebem.

É esperado que quem contribui mais, recebe mais. Esta afirmação pode ser chamada de a norma de eqüidade.

Esta norma da eqüidade é geralmente aprendida por um processo de socialização. Por exemplo, a maioria dos grupos estabelece normas que induzem seus membros a comportarem-se com eqüidade.

Porém, nossa sociedade também promove outras noções de eqüidade ou justiça.

Em sistemas de previdência social ou em sistemas de medicina geriátrica, os recursos - os resultados - são distribuídos de acordo com a necessidade. Em geral, nossa sociedade parece também ter normas que aceitam este tipo de distribuição de resultados como eqüitativo, distribuição de acordo com a necessidade.

Tentando prever como um indivíduo reagirá a um sistema particular de recompensas, precisa-se saber quais normas de eqüidade, daquelas em que eles acreditam, devam ser aplicadas; ou baseado em contribuições ou baseado em necessidades.

A percepção individual da "justiça" nas trocas estabelecidas (entre pessoas da família, entre os colegas de trabalho, com organismos ou empresas) produz, numa metáfora com o sistema de contas bancário, uma sensação de equilíbrio quando se sente estar entregando tanto quanto está recebendo. Caso contrário ou se tem uma conta com débito - sente-se receber mais do que se dá - ou uma conta com crédito - sente-se receber menos do que se entrega.

 


A sintonia interna individual - competência intrapessoal -, a liberdade de poder tratar dessas percepções e sensações de equilíbrio, débito ou crédito com quem se estabelece as trocas - a competência interpessoal - são necessárias para a promoção, ao longo do tempo, de relações equilibradas. Caso contrário, o débito ou o crédito podem fazer surgir a culpa ou a raiva, respectivamente.

 

E ...quando você erra algo, como será que sente a pessoa afetada pelo seu erro?

Como você se sente quando você é afetado pelo erro de uma outra pessoa?

Nas suas relações, pessoais e afetivas, você consegue discutir ou trazer à tona estes sentimentos de débito ou crédito?

E nas relações profissionais?

Este texto é suporte para o perfeito entendimento do BES da próxima semana, que tratará de SERVIÇOS DE RECUPERAÇÃO.


(*) Autor desconhecido
     Texto originalmente divulgado no "e-mail" PORQUE HOJE É SEXTA, editado semanalmente por mim, com a colaboração do Paulo Bottarelli, em continuidade ao trabalho originalmente iniciado por Sonia Breda. A adaptação livre do texto foi feita por Paulo Bottarelli e Carlos Alberto de Faria, a partir de texto capturado na INTERNET.


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