CARLOS ALBERTO DE FARIA  apresenta:
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AS METAS E OS VENDEDORES


“Não se pode ser humano individualmente.
Não há individualidade onde não há coletividade.”
James Carse

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RESUMO:
O vendedor é responsável por não atingir suas metas?
O compromisso do vendedor em atingir as metas o coloca como o único responsável pelo insucesso da empresa?
Quando o vendedor excede as metas de vendas ele é considerado o único responsável pelo sucesso?

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O que é necessário para se estabelecer um plano de metas realista para os vendedores?

Para estabelecer-se um plano de metas o mais realista possível, - pois estabelecer algo antecipadamente é um exercício de previsão, e a natureza e os fatos nem sempre concordam com os parâmetros que se utiliza em nossos exercícios de previsão - é necessário que esse plano seja conversado, discutido e acordado entre as partes comprometidas e dispostas a se ajudar a atingir o que se propôs.

Assim, dessa forma, sendo um plano discutido e acordado entre as partes, ele não é um plano de metas dos vendedores, é um plano de metas da empresa.

O plano de vendas e as metas de cada vendedor são um conjunto integrado de propostas, baseadas em pressuposições, que se constituem no planejamento da empresa.

Nem sempre o que se planeja encontra, no mundo real, jeitos e formas de estabelecer a “realidade idealizada” no planejamento, nem sempre conseguimos transformar em realidade o planejado.

Leia: “O QUE É PLANEJAMENTO?

Se, efetivamente, há uma parceria, não é o vendedor que atinge ou deixa de deixa de atingir a meta realista, é a empresa que foi ou não foi capaz de realizar a meta prevista e proposta.

O vendedor é somente a ponta de frente de atuação da empresa, o vendedor é o artífice de como a empresa acontece no mercado, respaldado por todo o histórico elaborado pela empresa . E a ele não pode ser creditado, exclusivamente, o ônus do fracasso, quando este acontecer, sob pena de só a ele caber também os louros do sucesso.

Todo plano de metas é uma tentativa, uma tentativa de capturar o valor que há no mercado. No entanto a intervenção de cada empresa, a sua e as concorrentes, alteram as condições do mercado.

Portanto, no mercado há uma briga constante entre concorrentes, alterando a realidade.

O plano de metas, como todos e quaisquer planos é uma previsão, um exercício de futorologia.

Todo plano será realista somente a posteriori, quando as premissas que foram utilizadas, antecipadamente, em sua elaboração, sejam aquelas, efetivamente, encontradas “aproxima-damente” no mercado real.

Note que, mesmo no caso da empresa conseguir vender muito mais do que o previsto, o que seria um aparente sucesso, pode ocorrer porque a empresa previu uma demanda inferior à efetivamente encontrada, o que mostra uma avaliação incorreta, pois a empresa poderia estar capturando um valor maior para a mesma quantidade produzida e comercializada.

No caso do “sucesso” reportado acima, o sucesso é oriundo de um erro de planejamento.

O que a empresa deve fazer para comprometer o vendedor?
Eu diria que esta pergunta, se realmente a empresa é uma empresa séria, deve ser outra:

Como se faz para estabelecer compromissos bilaterais – empresa-vendedor – que sejam vantajosos para ambas as partes?

E a resposta, então, é, para esta nova pergunta:

A empresa e o vendedor formam uma parceria, onde:

- tanto ele leva a proposta de oferta ao mercado, e batalha por colocá-la nesse mercado;

- como a empresa trabalha para escutar a voz que o vendedor escuta no mercado, quando este apresenta a oferta da empresa, e realiza as conseqüentes adaptações da oferta, sempre que necessário.

Não se trabalha com a realidade:

- sem esse toma lá, dá cá,
- sem se saber o que acontece no mercado e
- sem adaptar a oferta ao que o mercado demanda,
- sem conversar profissional e, conjuntamente, sobre o que este encontra no mercado,

incluindo-se aí as dificuldades de vender.

O mundo fictício do planejamento, que pode, a qualquer momento virar simples sonhos sonhados, quanto mais distanciado da realidade estiver o planejado.

Leia: PLANEJAMENTO: Mapa Ou Caminho?


Como evitar que ele (vendedor) venha a ser responsabilizado se a meta não for atingida?

O vendedor sempre deve ser responsabilizado pela meta que não foi atingida, pois ele é um integrante da empresa, e como tal, deve assumir a sua parcela de responsabilidade, tanto no sucesso, como no fracasso.

O que não pode acontecer, mas é muito comum acontecer, é o vendedor assumir sozinho toda a responsabilidade do fracasso. No entanto, quando a empresa encontra o sucesso, a responsabilidade por esse sucesso é creditada a outras pessoas, que não assumem a sua responsabilidade quando do fracasso.

Se a oferta que a sua empresa coloca no mercado é inferior à oferta de um dos seus concorrentes, por que os seus vendedores devem ser responsabilizados exclusivamente?

A solução para o problema é entender e praticar a parceria dentro da sua empresa, é a criação de parcerias efetivas onde todos são responsáveis, onde tanto todos celebram os resultados positivos, quanto aprendem com os resultados negativos.

Os sistemas de incentivo a excelência devem existir em todas as empresas, para todos empregados, e não somente para os vendedores.

E na sua empresa, como é elaborado o planejamento? O vendedor participa ativamente do planejamento? O vendedor compromete-se, inclusive, porque o planejamento é feito com a ajuda dele?

Leia: PLANEJAMENTO E LIBERDADE

Se na sua empresa não há planejamento, ou se o seu planeja-mento não é feito com o auxílio de todos, a Merkatus pode ajudar a construir esse planejamento, onde todos participam e todos se comprometem.

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Construa uma semana excelente.

Carlos Alberto de Faria
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