"Não
é possível construir uma reputação
sobre aquilo que se vai fazer."
Henry Ford
______________________________________________________________________
RESUMO:
"O feedback, a assertividade, e a aceitação
do próximo são conceitos e ações
interligadas e interdependentes.
O sucesso das suas ações pessoais e profissionais
dependem da sua maturidade emocional e do uso correto das
atitudes por trás destes conceitos."
______________________________________________________________________
Este artigo é continuação
do BES da semana passada "O
JUÍZO DE VALOR E A ACEITAÇÃO DO PRÓXIMO",
e tenta explicar alguns assuntos que muitas vezes estão
confusos nas cabeças de algumas pessoas. E este assunto
tem muito a ver com relações pessoais, administração
de pessoal e gerência do desempenho.
FEEDBACK
O termo "feedback" na área de Recursos
Humanos, é uma "informação que
o emissor obtém da reação do receptor
à sua mensagem, e que serve para avaliar os resultados
da transmissão da mensagem", "reação
a um estímulo".
A
definição acima é a que se encontra
no Dicionário Houaiss Da Língua Portuguesa,
na página 1319.
Vamos
explorar um pouco as implicações que há
entre juízo de valor, aceitação do
próximo, assertividade e o necessário e útil
"feedback" na vida pessoal e na vida profissional.
JUÍZOS
DE VALOR
Vimos que juízos de valor são opiniões
individuais baseadas nas percepções, valores,
princípios, crenças de cada vivente.
Vimos
também que todo ser humano tem o direito de ter o
seu próprio conjunto de percepções,
valores, princípios, crenças e de expressar
as suas opiniões baseadas nesse seu conjunto único.
Esta é mais legítima expressão tanto
da diversidade humana como da singularidade de cada ser
humano.
Já
os juízos objetivos são o complemento dos
juízos de valor, são baseados em ciência,
experimentos e fatos. Sobre os juízos objetivos não
caberiam debates, pois seriam verdades.
Apresentar
o seu próprio conjunto de juízos de valor
é um direito e uma necessidade do ser humano, para
se expressar e existir da sua maneira única. É
uma manifestação da sua individualidade única.
Debater
juízos de valor, no entanto, é como debater
política partidária, religião ou futebol.
Não se chega a lugar algum.
A
ACEITAÇÃO DO PRÓXIMO
A aceitação do próximo, como o próximo
é, deriva da aceitação dos juízos
de valor de cada ser humano. Aceitamos o próximo
somente quando aceitamos que ele tem direito de ser e de
se expressar segundo seu único e próprio conjunto
de valores, crenças, etc. e tal.
ASSERTIVIDADE
Assertividade é estar presente, por inteiro, sempre
e, não só permitir, mas incentivar que as
demais pessoas à sua volta também ajam de
forma semelhante.
Uma
pessoa assertiva é aquela que tanto reconhece como
permite que as suas vozes internas sejam liberadas, com
classe, pois, como constantemente liberadas, não
há a repressão passada que provocaria o grito
futuro.
Ser
assertivo é:
-
fazer emergir o seu "eu",
- aceitar o seu "eu",
- expor o seu "eu" com altivez,
- fazer o seu "eu" ser visível e respeitado;
- criar uma parceria com você próprio.
Ser
assertivo é deixar de ser perfeito, é expor
as suas falhas, as suas emoções e opiniões
cruas e não "politicamente corretas", o
seu lado humano incoerente, mas real.
Esses
parágrafos acima, sobre assertividade, foram retirados
do artigo anterior, intitulado: "ASSERTIVIDADE
É ..."
Quero
ressaltar: ser assertivo é falar de si. De seus sentimentos,
de suas emoções, de suas contradições,
de seus medos, de seus desejos, de suas aspirações,
etc. Mas sempre e somente de si.
Assertividade
é a afirmação do seu exclusivo e próprio
"eu".
Note
que ser "assertivo" costuma ser confundido com
fazer julgamentos dos "valores" dos outros, o
que é uma incongruência e um desvio do uso,
das técnicas e do conceito de assertividade.
VOLTANDO
AO "FEEDBACK"
E o que tem o "feedback" a ver com tudo isso?
Bem,
"feedback" é um retorno sobre "algo"
que alguém fez, e foi percebido por outra pessoa,
e o "feedback" nada mais é do que um retorno
sobre a percepção do que o outro viu, ouviu
e percebeu.
Nas
relações pessoais e profissionais há
algumas regras de bom convívio, além da ética
e da moral.
Por
exemplo: você não depende da boa vontade do
próximo para poder dirigir-lhe a palavra. O ser humano,
como ser gregário, que vive em comunidade, por estar
vivendo em comunidade, se predispõe a isso.
Agora,
nas relações entre pessoas, relações
afetivas e profissionais, ligações afetivas
ou profissionais, há alguns pressupostos básicos,
e o principal é o respeito mútuo.
Dentro
destas relações e ligações pessoais
e profissionais nascem também outros condicionantes,
alguns acertados pela vida, sem serem pactuados, outros
pactuados. Alguns fazem parte inclusive de direitos constitucionais,
portanto juízos objetivos, já outros podem
fazer parte das crenças religiosas de cada um, portanto
juízos de valor.
A
estes acertos chamamos de compromissos ou comprometimentos,
adesão à relação estabelecida
(afetiva - amizade ou amorosa- ou profissional). Estes compromissos
têm a característica de serem reflexivos: valem,
para mim, valem para você, estabelecendo e construindo
uma relação onde há eqüidade.
Leia
mais no artigo: "A
TEORIA DA EQUIDADE"
O
"feedback" sempre é dirigido para a pessoa,
nunca à pessoa. Com isto queremos dizer que o "feedback"
refere-se sempre a algum fato, experiência, ou atitude
ou comportamento observado, real. Pode ser inclusive uma
falha de caráter, uma atitude contra algo pactuado,
uma não obediência a um compromisso estabelecido.
Nas
empresas, o trio Missão, Visão e Valores serve
exatamente para definir regras do jogo entre os participantes:
patrão e empregados. Se algum participante, conhecedor
das regras do jogo, sair do rumo apontado, ele merece um
"feedback" daquele que observou essa "pisada
na bola".
Note:
só vale e é praticado de forma integral quando
o empregado também puder dar um "feedback"
para o chefe ou patrão... Vale para mim, vale para
você!
Aliás,
"feedback" serve exatamente para isso: corrigir,
aperfeiçoar e apontar o rumo.
Pode
ser correção de rumo de relações
profissionais ou amorosas, ou mesmo relações
de pais para filhos. E têm sempre caminho duplo: podem
ir e voltar.
Pode
também ser de regozijo ou confraternização,
pelo acerto do rumo, pela correção da atitude.
Mas
quaisquer inferências, fugindo do estritamente visto
ou observado, pode se encaixar dentro dos julgamentos de
valor da outra pessoa. E isto é preconceito, preconceito
puro e simples! É julgar os valores dos outros pela
visão que os seus tamancos e os seus próprios
valores lhe dão!
Infelizmente,
é quase padrão, quando alguém fala:
-
"Olha, vou te dar um "feedback"...";
pode
contar, que lá vem um julgamento do juízo
de valor, frequentemente.
Quantos
julgamentos auto-centrados de valor, e portanto preconceitos
descarados, são cometidos com o nome de "feedback"...
Note
que um olhar amistoso, um forte aperto de mãos podem
ser "feedbacks"; o primeiro envolvendo a aceitação,
o segundo um elogio ou comprometimento, numa linguagem simples,
a linguagem corporal.
A
facilidade, tanto para dar como para receber "feedbacks",
é uma prova inconteste da maturidade emocional de
quaisquer pessoas. O que é difícil de encontrar,
não é mesmo?
Para
dar "feedback" é necessário aceitar
o próximo como ele é, e dar o "feedback"
sobre aspectos ou fatos observados, sobre compromissos assumidos.
O
"feedback" é necessário para apontar
o rumo: confraternização quando o rumo é
acertado, correção quando o rumo é
inadequado.
Só
dá "feedback" quem se sente comprometido
com a construção da relação,
portanto é um sintoma de vitalidade da relação.
Já
ausência de "feedback" significa desistência
da relação.
Tanto
as relações profissionais como as afetivas
precisam de "feedback" para alcançar os
objetivos comuns.
Você
usa o "feedback" para julgar o próximo
à luz dos seus valores próprios?
Você
aceita um "feedback" de um filho seu?
Você
aceita um "feedback" de um seu empregado?
Você
aceita um "feedback" de um subalterno?
Você
e seus empregados estão prontos e preparados, tanto
para receber como para dar "feedbacks"?
Nos
"feedbacks" pode estar a diferença entre
o sucesso e o fracasso da sua empresa e dos seus relacionamentos
pessoais. A Merkatus pode ajudá-lo a criar relacionamentos
onde o "feedback" seja usado para a construção
de objetivos maiores.
Dificuldades
em ser assertivo? Dificuldades
em usar "feedback"?
Contate-nos diretamente, ou ainda leia a página
PERGUNTAS E RESPOSTAS
para maiores informações sobre nossos serviços:
Construa
uma semana excelente.
Carlos
Alberto de Faria
Merkatus
- Ajudando nossos clientes
a atrair clientes.
Merkatus ONLINE - Resolvendo os seus
problemas.
_____________________________________________________________________
Se você quiser assinar GRATUITAMENTE
este Boletim Eletrônico Semanal, cadastre-se aqui:
http://www.merkatus.com.br/10_boletim/index.htm
. Nesta mesma página podem ser encontrados os Boletins Semanais
anteriores.
Caso queira cancelar o recebimento deste Boletim Eletrônico
Semanal basta nos enviar um "E-MAIL" para contato@merkatus.com.br
preenchendo o campo "ASSUNTO" OU "SUBJECT" com a palavra
DESCADASTRAR.
______________________________________________________________________
Este
Boletim Eletrônico Semanal é uma prática de disseminação
de conhecimento adotada pela Merkatus,
através do correio eletrônico, de circulação restrita
e exclusiva para pessoas, instituições ou empresas que
manifestaram o interesse em recebê-lo. Este Boletim
Eletrônico Semanal aborda temas que ajudam as pessoas,
as empresas e as instituições a aprimorar: a obtenção
de mais e melhores clientes certos, a conformidade do
que produzem ou fazem à demanda do seu mercado, a aproximação
de interesses convergentes entre a demanda e a oferta,
dentro da área de serviços. É nosso intuito promover
o desenvolvimento pessoal e aprimorar as relações comerciais
do mercado.
.Este Boletim Eletrônico Semanal pode ser impresso,
repassado ou copiado, no todo ou em parte, desde que
1º - mantida a autoria;
2º - divulgado o autor e
3º - divulgado o endereço do "site"
http://www.merkatus.com.br. |
|