A LEI DA INTERAÇÃO PESSOAL

Há empreendedores, líderes e gerentes que se utilizam dos empregados, e demais integrantes da força de trabalho, para obter informações sobre o desempenho e atitudes de outros integrantes da força de trabalho. Esta é uma atitude motivada pela impressão de controle que fica quem recebe e estimula este tipo de informação. Falso controle!

O único controle eficaz, efetivo, é o que existe interno, dentro de cada um de nós. Todos os demais controles externos dão a falsa impressão de controle, mas só servem para piorar o clima organizacional – quando é implantado o diz-que-diz – e implantar a burocracia, quando há controles escritos, impressos, operacionais, sistêmicos. 

Há uma máxima, na administração moderna, que diz:

“Quanto mais controle você implanta, menos controle você tem!”

Há, em oposição, uma crescente busca de melhoria do clima organizacional. Faz-se pesquisas de clima para tentar gerir este aspecto importante do ambiente de trabalho, uma vez que o clima organizacional tem enorme influencia na percepção de valor para os empregados e, consequentemente, para os clientes. 

O bom clima organizacional:

– aumenta a satisfação, produtividade e retenção dos empregados;

– reduz os custos de recrutamento, treinamento e manutenção do empregado, e

– aumenta a satisfação e a lealdade dos clientes.

Esta é a conclusão de uma pesquisa conduzida pela Vanderbilt School of Services Marketing e pela CustomerSat (http://www.customersat.com).

Um fator crucial e essencial para promover o bom clima organizacional é dado pela Lei da Interação Pessoal.

  
 A LEI DA INTERAÇÃO PESSOAL
  
 Fale com os outros, não dos outros.
  

O que esta Lei diz, é simplesmente isto:

Se você tem algo a falar sobre alguma pessoa, então fale com essa , exclusivamente, com essa pessoa!

A aplicação desta Lei, no ambiente de trabalho, deve começar com os líderes e gerentes, evitando-se o diz-que-diz. Estas pessoas são os modelos a serem seguidos.

A pergunta que não quer calar, quando apresento esta Lei, é:

– “Mas, como fazer isto?”

A melhor maneira de aplicar esta Lei é quando qualquer pessoa, vindo trazer algo de outro “alguém”, chame o “alguém” para ouvir o que se está querendo falar dele, lembrando que na sua empresa, fala-se com o outro, nunca do outro!

Até uma próxima vez!

Carlos Alberto de Faria

Graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1972 e Pós-Graduado em Marketing de Serviços pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1997. Mais de 40 anos de experiência em Marketing.


Este artigo é uma prática de disseminação de conhecimento adotada pela Merkatus, através do correio eletrônico, de circulação restrita e exclusiva para pessoas, instituições ou empresas que manifestaram o interesse em recebê-lo. Este artigo aborda temas que ajudam as pessoas, as empresas e as instituições a aprimorar: a) a obtenção de mais e melhores clientes certos; b) a conformidade do que produzem ou fazem à demanda do seu mercado; c) a aproximação de interesses convergentes entre a demanda e a oferta, dentro da área de serviços. É nosso intuito promover o desenvolvimento pessoal e aprimorar as relações comerciais do mercado. 

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