A LEI DA INFORMAÇÃO BOA

Com o aumento dos grupos de discussão, propiciado pela Internet, nota-se várias coisas: 

– a ânsia de pertencer a uma comunidade, a uma tribo, foi facilitada tremendamente, a tribo X que antes só se reunia, para alguns poucos escolhidos em congressos anuais, agora está permanentemente em reunião; 

– a participação nos grupos de discussão é mínima em comparação ao número de inscritos;

– algumas regras surgem para tratar do convívio tão rápido no tempo e tão distante no espaço; 

– o julgamento de assuntos como pertinentes ou não pertinentes ao grupo (tribo) é dos mais freqüentes e acirrados. 

Este último detalhe é bastante interessante, pois acontece em todos e quaisquer grupos. 

Para discutir este assunto poderíamos falar sobre a empatia, na tentativa de tentar entender porque o outro coloca este assunto, neste grupo. Na grande maioria dos casos há uma discussão sobre valores, crenças e idéias individuais, próprias de cada individuo, onde jamais se chegará sequer a um arremedo de consenso. 

Mas hoje o assunto é outro. Ou até pode ser o mesmo, somente que travestido com uma roupagem excepcionalmente mais moderna, mais de acordo com a era da informação e do conhecimento. 

  
 LEI DA INFORMAÇÃO BOA:
  
 A informação só circula se é boa,
e só é boa se circula!
  

Esta Lei Da Informação Boa nos coloca fora do julgamento da pertinência ou não de um determinado assunto, para um determinado grupo. Se a informação é boa, ela rende debates e comentários, faz surgir uma sucessão de posições e opiniões, que ajudam a formar ou mudar percepções e conceitos, com a amplitude do tamanho da lista, multiplicada pelos re-envios de e-mails a pessoas do relacionamento de quem se interessou. 

Esta legítima teia com o corpo composto pelo pessoal integrante do grupo e as pernas pelos e-mails enviados a pessoas de fora do grupo, forma comunidades de debates e aprendizagem jamais alcançadas por quaisquer outros meios. 

Mas a tentativa de censura que alguns membros pertencentes a grupos tentam colocar sobre assuntos que na visão desses membros-censores não seriam apropriados, cai no vazio. A cada e-mail o grupo reage: debate ou ignora. Sempre há os que debatem a pertinência…

As manifestações de censura são repudiadas com a breve recomendação: 

– “Se não gostou, apague!” 

O que a Lei Da Informação Boa diz é que se há vontade, necessidade de debate sobre quaisquer assuntos, se há pessoas querendo discutir e debater este e aquele assunto, é porque estas pessoas julgaram que vale a pena. E se a idéia vale a pena, instaura-se o debate e a circulação de idéias, e a idéia só circula se for considerada boa, e a idéia só é boa se circula! 

E esta Lei, circulará? 

Até lá uma próxima vez!

Carlos Alberto de Faria

Graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1972 e Pós-Graduado em Marketing de Serviços pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1997. Mais de 40 anos de experiência em Marketing.


Este artigo é uma prática de disseminação de conhecimento adotada pela Merkatus, através do correio eletrônico, de circulação restrita e exclusiva para pessoas, instituições ou empresas que manifestaram o interesse em recebê-lo. Este artigo aborda temas que ajudam as pessoas, as empresas e as instituições a aprimorar: a) a obtenção de mais e melhores clientes certos; b) a conformidade do que produzem ou fazem à demanda do seu mercado; c) a aproximação de interesses convergentes entre a demanda e a oferta, dentro da área de serviços. É nosso intuito promover o desenvolvimento pessoal e aprimorar as relações comerciais do mercado. 

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