“Há
quem passe pelo bosque e
só veja lenha para a fogueira.”
Leon
Tolstoi
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Resumo:
Absenteísmo? Acidentes de trabalho? Alguns doentes,
principalmente, no começo da semana?
Isto é comum na sua empresa?
Você sabe lidar com isso?
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Usualmente,
o chefe, o gerente ou odono procuram saber onde os empregados
estão errando para eliminar esses sintomas acima, aqueles
ali do título deste Boletim Semanal.
Ou culpam os empregados por não quererem nada com nada ou
por não vestirem a camisa da empresa.
Apesar desta conduta e responsabilização ser bastante usual,
existe uma possibilidade – grande – de se estar cuidando
do sintoma, e não da causa.
O que leva os trabalhadores a evitar o trabalho?
O
que leva os empregados a ficarem doentes?
O
que leva pessoas às desatenções que provocam acidentes?
Eu sempre digo que motivação é uma porta, dentro da nossa
cabeça, que só abre por dentro. E a chave para abrir a porta
da motivação, na sua cabeça, só você tem acesso. O mesmo
ocorre com os seus empregados ou colegas de trabalho. Igualzinho...
Dentro da tão procurada motivação ao trabalho,
a minha interpretação da motivação diz que há fatos, providências,
processos, políticas, culturas, hábitos, comportamentos
que podem levar, facilitar e conduzir as pessoas ao trabalho.
Estes são conhecidos como fatores aproximativos à
motivação, ao trabalho.
De uma forma análoga, mas no sentido inverso, há também
os fatores evitativos, que são aqueles que conduzem
as pessoas a evitar o trabalho, ou evitar entrar em contato
com o local de trabalho.
Cabe aos responsáveis, donos, líderes, gerentes, chefes,
supervisores, empregados de confiança, trabalhar no sentido
de aumentar os fatores aproximativos e diminuir
os fatores evitativos.
Com isto eu estou dizendo que não podemos lidar diretamente
com a motivação, pois ela é uma porta que só abre por dentro...
Para lidar com a motivação temos que lidar com o que aproxima
a pessoa a alguma coisa – neste caso o trabalho – e o que
faz as pessoas evitarem o trabalho.
As relações pessoais, de amizade, afetivas e amorosas, põem
e devem sofrer o mesmo tipo de análise.
No ambiente de trabalho, aumentando os fatores aproximativos
e diminuindo os fatores evitativos, você está trabalhando
para que a pessoa se sinta bem, ou seja, sinta-se disposta
a trabalhar.
Pense bem, onde você se sente bem? Onde tratam você de uma
maneira adulta e cortês, ou onde tratam você como alguém
que não tem grande importância?
Uma leitura, que eu recomendo, é o livro já esgotado, mas
encontrado facilmente em sebos e bibliotecas:
ATITUDES
FAVORÁVEIS AO ENSINO,
de Robert F. Mager, Editora Globo.
A
edição que eu tenho é de 1983.
A transposição do texto, excelente e revelador, do livro
acima, da área educacional para a área do trabalho, é imediata
e clara. Translúcida.
O grande problema, ou a grande solução, das faltas, doenças
e acidentes pode não estar no empregado, pode não estar
sob a responsabilidade do empregado, pode estar com o outro
lado, pode estar do lado do patrão, dos líderes, dos gerentes
e supervisores.
O espírito, a cultura, o clima organizacional, o ambiente
dos relacionamentos interpessoais de quaisquer empresas,
têm a cara de quem comanda a empresa. Sempre. Estes pessoas
apontadas influenciam, são a grande influência que faz com
que:
-
ou o seu empregado venha com um sorriso nos lábios, feliz
trabalhar, mesmo sendo uma segunda-feira;
- ou o seu empregado sinta, no domingo à noite, assistindo
o Fantástico, uma dor no estômago, ou certa "indisposição",
que ele traduz por:
-
“Eu não gosto do domingo à noite...”
Estes
fatores e esta disposição (fatores aproximativos) –
ou indisposição (fatores evitativos) – é que definem
o estado do seu empregado, ou de você mesmo, em ir trabalhar.
Esta disposição – ou indisposição – é que define se você
está:
-
por inteiro, desperto, pleno e alerta no trabalho, ou
- com o corpo presente no trabalho, mas a mente querendo
estar em outro lugar, querendo fugir desse trabalho.
Estes
estados internos de motivação são extremos, e servem somente
para traçarmos os pontos extremos.
Sabe-se que a motivação, em quaisquer pessoas, não é única
e constante, varia, varia inclusive ao longo do dia.
A motivação, em você, na minha pessoa, em qualquer pessoa,
varia de acordo com o que enfrentamos nos inúmeros
papéis que desempenhamos ao longo do dia, em nossa vida.
Como encaramos e enfrentamos a vida também.
Você quer que a sua empresa tenha empregados motivados?
Absenteísmo, ou seja,
muitas faltas ao trabalho?
Isto pode indicar que vir para a empresa está difícil...
Empregados muito
doentes, sem causa aparente?
Isto pode indicar que vir para o trabalho exige um esforço
sobre-humano, a ponto de o empregado desenvolver doenças,
para evitar a ida ao trabalho.
Doenças psicossomáticas são doenças provocadas por emoções
e sentimentos, muitas vezes não entendidos, nem revelados
à própria pessoa que adoece.
Converse
com um médico ou psicólogo conhecido e peça explicações
sobre doenças psicossomáticas.
Muitos acidentes
de trabalho?
Isto pode estar indicando falta de atenção, baixa auto-estima
do empregado, o que leva a pouco cuidado com ele próprio
e com os equipamentos da sua empresa...
Cada um destes 3 itens acima, separadamente, já indica uma
empresa que não está com sua produtividade máxima, os custos
estão elevados, a produção baixa e, com muita probabilidade,
os relacionamentos interpessoais estão corroídos.
Note que ter empregado motivados inclui ter desafios que
sejam vencidos, significa também que sua empresa não é complacente
com desempenhos ruins, não quer dizer que a sua empresa
tenha que ser “boazinha”. A meritocracia deve imperar.
Como está a sua empresa com relação às faltas, aos acidentes
de trabalho? Os empregados da sua empresa ficam muito doentes?
Você tem dificuldade de trabalhar com o que tornaria feliz
trabalho do seu empregado? E com o que leva o seu empregado
para longe do trabalho?
Você quer ter uma empresa onde as pessoas adoram trabalhar?
Hoje sabemos que gostar de onde se trabalha significa alta
produtividade.
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uma semana excelente.
Carlos Alberto de Faria
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