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| CARLOS
ALBERTO DE FARIA
apresenta: |
BOLETIM
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EMPRESA: Um Ente Econômico? (II)
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"A lealdade a uma empresa é construída
apenas quando o cliente percebe que
a troca feita
entrega muito mais do que o que ele leva na sacola."
Max McKeown,
in "Why They Don't Buy'"
.
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Resumo:
A sua
empresa tem foco no lucro ou em estabelecer trocas onde
o lucro é mera e simples conseqüência?
A sua empresa pratica trocas vantajosas para ambos os lados:
empresa e cliente?
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Na
semana passada começamos a apresentar o texto onde debatemos
sobre a finalidade das empresas, e o foco no lucro, muito
usado por este Brasil afora.
Um dos aspectos que ressaltamos foi que o marketing de transação
foi sendo substituído pelo marketing der relacionamento,
a partir da segunda metade do século passado,
O que eu quero dizer, quando eu falo do marketing de relacionamento,
é que este é uma evolução do marketing de transação.
A transação objetiva vender o produto para obter o lucro
do empresário.
No marketing de relacionamento o que se busca é estabelecer
uma troca: o empresário entrega valor para capturar valor,
e quer que isso seja feito durante um bom período
de tempo..
O empresário, no marketing de relacionamento, estabelece
trocas de longa duração, o tal do cliente para toda a vida,
entregando uma oferta de valor para o cliente, para obter
valor (lucro).
Note, que nestes casos, o lucro é consequência
do relacionamento de troca com o cliente
Em
empresas perenes o lucro é apenas um dos componentes do
"ganha", o componente do lado da empresa...
O outro lado, o cliente, também é aquinhoado com a sua parcela
da relação "ganha-ganha", uma oferta em que ele
percebe valor, e por perceber valor, continua comprando
da mesma empresa. Nestes cassos o lucro é mera conseqüência.
Caso o cliente não perceba valor no que lhe é ofertado,
ele deixa de trocar o seu rico e suado dinheiro pela oferta
que o empresário lhe sugere. E vai procurar outra oferta.
Você não quer isso para a sua empresa, quer?
Esta constatação está no cerne, no âmago de um dado do SEBRAE:
85% das empresas brasileiras fecham até o seu 5º ano.
Uma das razões do fechamento das empresas brasileiras é
exatamente o foco no lucro.
A minha avaliação é qualitativa, do papo como empresários
e empreende-dores, mas é real.
Entre agradar um cliente, estabelecer um relacionamento
de longo prazo, há empreendedores que se focam no
lucro, e escolhem o lucro, na grande maioria das vezes.
O empreendedor escolhendo o lucro, está comprometendo a
construção de um relacionamento, está comprometendo todo
o lucro futuro, pois o cliente, percebendo que não é bem
atendido, pois o empreendedor prefere o lucro ao cliente,
deixa aberta a opção para o cliente ir a outros locais onde
seja muito bem atendido.
Vocês ouvem, muito freqüentemente, que as empresas foram
feitas para lucrar. Esta é uma meia verdade. A verdade é
que as empresas precisam do lucro para sobreviver, mas elas
precisam é de estabelecer trocas vantajosas para ambas partes
envolvidas, no mínimo.
Com trocas, que sejam vistas e percebidas pelo mercado alvo
como vantajosas, a empresa se estabelece e passa a perseguir
o sucesso. O lucro é uma mera conseqüência de um sistema
de troca, onde cliente e empresa sentem-se participantes
de uma relação "ganha-ganha".
Uma relação "ganha-ganha"é uma relação de parceria.
Mas isso nem sempre é construído assim...
Para vocês verem como a cabeça do empreendedor vai para
frente, mas as formas antigas de se pensar permanecem arraigadas,
sem mudança, sem ao menos eles perceberem que deveriam mudar...
Alguns empreendedores e empresários dizem que o foco da
empresa não é o lucro, mas quando confrontados entre o lucro
e a construção de um relacionamento de longo prazo, optam,
em sua maioria, pelo lucro imediato.
No marketing de relacionamento, na essência, o foco está
na troca! A partir do marketing de relacionamento o foco
deixou de ser o lucro, para se centrar na troca. Que troca?
A empresa entrega valor para o seu cliente (oferta) para
capturar valor (lucro).
Se a empresa quer, precisa, e opta por praticar marketing
de relacionamento, ela precisa focar a troca, lógico, troca
com lucro, mas a troca, não mais somente o lucro.
Se a empresa foca o seu lucro, coloca a troca em segundo
plano, e deixa de praticar o marketing de relacionamento.
E volta a cair na vala comum do marketing de transação da
primeira metade do século passado.
O problema é que o empresariado, e a maioria de nós, continuamos
a pensar em lucro como a finalidade, teimamos em conduzir
a empresa pelo lucro, como se ele fosse a pedra fundamental...
Se queremos formar parcerias com os nossos clientes, o foco
deve obrigatoriamente ser mudado para a troca: entregar
valor para capturar valor...
Vejamos uma análise simples de empresas de seguros e de
saúde. Essas empresas focam o lucro ou a perenidade?
E uma empresa que dá garantia por tantos anos em seu produto?
Ela deve buscar a perenidade ou o lucro?
Você, se e quando for empregado, prefere trabalhar em empresas
que focam a perenidade, que focam a sua participação na
construção de uma sociedade mais justa, ou prefere trabalhar
em empresas que querem lucro a qualquer custo?
Os empregados dessas empresas acima, quais vestem a camisa
da empresa?
O ser humano tem outros propósitos, a pirâmide
de Maslow está aí para nos apontar direções.
Leia o artigo:
AS NOSSAS NECESSIDADES E OS
NOSSOS DESEJOS
Novamente, resumindo o que eu disse, sem quaisquer juízos
de valor, se a empresa tem uma posição egoísta:
- se ela se enxerga somente como ente econômico - e estas
empresas são a grande maioria;
- ela vê o lucro com a sua grande e única finalidade.
Já
por outro lado, se a empresa enxerga o cliente como um bem
a ser conquistado e mantido (o tal do marketing de relacionamento):
- ela deixa a sua visão egoísta e
- passa a ser um ser relacional,
- precisa do cliente para criar uma parceria,
- onde ambos se ajudam na manutenção dos seus desejos, no
atendimento das suas necessidades...
Isso faz toda a diferença, pois o foco do lucro passa para
o foco na troca, e mais um detalhe, nada desprezível:
"O lucro
passa a ser conseqüência da entrega de valor."
Este não tão pequeno detalhe obriga a mudança do foco, obrigatoriamente,
pois para esta empresa, ela tem que estabelecer relações
de troca que sejam boas para ambas as partes envolvidas:
- dar valor para obter valor.
Esse tipo de empresa tem que entender e atender o cliente
que ela busca, para fazer a troca, onde ambos saiam com
valor...
Se você quiser entender melhor como o ser humano percebe,
constrói e enxerga a troca de valor, leia o artigo:
A empresa, neste estágio, entende, pratica e estabelece
trocas.
Essa é a tal da empresa voltada ao cliente, ou ao mercado,
como bem preconizava Peter Drucker. É uma empresa que sabe
que precisa de lucro, que o lucro é uma necessidade, mas
que para obtê-lo, precisa criar algo de valor para os seus
clientes.
Uma
empresa que diga que pratica marketing de relacionamento
tem, obrigatoriamente, que estabelecer e focar a troca,
mas a troca vantajosa para ambos os lados, abandonando a
visão imediatista e egoísta de somente enxergar o seu lado
econômico.
Será
que fui claro até aqui?
Mas
há mais um detalhe: eu creio que o nosso embrulho não para
neste ponto, este é somente uma parte do percurso: a empresa
que sai de uma posição egoísta e econômica, e entra numa
posição relacional, de parceria com seu cliente.
Há
outros passos? A minha resposta é SIM. E já há várias empresas
praticando isso também, poucas, mas existem!
Você quer uma pista do que eu penso? Leia o artigo:
A sua empresa foca a transação ou a troca?
E a sua empresa, a sua empresa tem praticado uma relação
de troca onde os seus clientes sentem-se satisfeitos?
Construir relações de trocas é a base para você transformar
a sua empresa em uma máquina de vendas. Leia:
A sua empresa encontra algum tipo de dificuldade
em estabelecer trocas que sejam vantajosas para os seus
clientes e para a sua empresa?
A Merkatus pode ajudá-lo a montar uma máquina de
vendas.
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Carlos
Alberto de Faria
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Nós teremos o prazer de atendê-lo, caso você queira saber
mais sobre estas e outras estratégias de marketing de serviços,
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