O posicionamento
e a segmentação
constituem o verdadeiro núcleo
daquilo que faz o novo empreendimento dar certo. Ou não!
"Empreendedorismo e Marketing",
da Wharton Schoo,
Editora Campusl
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Resumo:
Qual é a finalidade da sua empresa? O lucro?
Satisfazer o acionista?
Satisfazer as pessoas envolvidas?
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Uma
dúvida andou rondando a minha cabeça...
Por que tendemos a tomar as empresas somente como um ente
econômico, onde o lucro é a grande finalidade?
Esse tipo de enfoque restrito (?) não distorce as ações
empresariais? Inclusive as de transformar a sua empresa
numa eficiente máquina de vendas? Afinal toda empresa busca
ser uma eficiente máquina de vendas, não é mesmo?
Ou com a sua empresa é diferente. É?
À época das transações, eu concordo que o objetivo era o
lucro, através o cliente, sem o cliente ou apesar do cliente.
Desde que as empresas evoluíram e tomaram o atalho do relacionamento
houve um deslocamento natural para o estabelecimento de
relações "ganha-ganha", ou deveria ter havido...
Ler artigo: RELACIONAMENTOS
Eu concordo quando dizem que uma coisa é o discurso, outro
a prática.
No artigo:
O
TRABALHO NOS TEMPOS PÓS-MODERNOS
eu já comentava isso.
A finalidade de uma empresa é o lucro ou a perenidade?
Apesar dos dois conceitos serem próximos, podem existir
conflitos graves nessa indefinição ou dubiedade.
Eu creio que a pergunta feita não tenha sido respondida
pela maioria dos empreendedores...
Eu, em nenhum momento, digo que lucro é "feio",
nem ao menos digo que o lucro não é uma NECESSIDADE!
Para não deixar dúvidas:
O LUCRO É UMA NECESSIDADE SEM A QUAL A EMPRESA MORRE.
E TER LUCRO NÃO É FEIO!!!
Todavia o conceito de perenidade de uma empresa envolve
outros conceitos que englobam o lucro, e vão muito além
do lucro.
Eu percebo numa grande parte das pessoas certo raciocínio
defensivo, evitando o salutar debate sobre a perenidade,
para deixar o lucro como o principal objetivo de uma empresa,
sem pensar adequadamente, evitando deixar a sua zona de
conforto...
Note que a pergunta, por trás do título deste Boletim Semanal,
é:
"A empresa é somente um ente econômico?"
Eu confesso que as minhas más intenções envolvem e podem
conduzir alguns a abandonar a idéia de que lucro é a finalidade
de uma empresa...
Para colocar um pouco mais de caldo nesse debate.
O lucro para as empresas e a comida para nós, seres humanos,
não teriam mais do que uma simples semelhança, um reles
paralelo? Não seria um paralelo exato, em termos de necessidade
e finalidade?
Minha opinião: o paralelo é perfeito!
Sem comida, morremos. Mas colocar a nossa vida tendo como
finalidade a busca da comida para a saciação da fome, é
uma simplificação, muito embora apreciemos comer.
Eu, em particular, - o meu perfil não deixa margem a dúvidas
- sou um exemplo concreto disso.
A obesidade é um mal dos dias de hoje, comida em excesso
faz mal.
Sem lucro a empresa morre...
A minha pergunta, sob outro enfoque, mais ainda a mesma
pergunta não respondida, foi:
- "A finalidade de uma empresa é o lucro ou a perenidade?"
Completada com esta frase:
Apesar de conceitos próximos, podem existir conflitos graves
nessa indefinição ou dubiedade. O lucro, fácil ou imediato,
podem ir contra a perenidade.
Muito embora eu reconheça que há empreendedores e empresários
que montam negócios que visam dar lucro rápido. Vendem essas
empresas tão logo o valor da venda, mais o arrecadado, atinja
o limite do retorno do capital investido.
A maioria das respostas obtidas às minhas perguntas, junto
aos empresários e consultores, só reforçam o lucro como
a finalidade, num evidente retorno à zona de conforto, sem
ao menos lançar olhares que caminhem por terrenos onde pode
haver sérios conflitos entre as duas visões não necessariamente
antagônicas, mas complementares.
A meu ver este é o cerne da questão, a ampliação da visão
da mera finalidade econômica, do lucro, sob pena de nós
também ficarmos somente na prática do lucro, mas a cabeça
não sabemos onde, pois se concorda que a empresa não é somente
um ente econômico, mas não se sai da finalidade do lucro...
O que é perfeitamente possível.
Esta é a razão de muitas respostas trazerem à tona, que
podem ser considerados raciocínios defensivos, que pode
ser resumido nesta frase:
- "A empresa não é somente um ente econômico,
MAS o lucro é a finalidade da empresa..."
É aí que a porca torce o rabo!!!
Se ela não é só econômica, que outros fatores há que se
levar em conta além do tão propagado, buscado, querido,
necessário e satanizado lucro?
Eu digo satanizado, pois assim como há os que só buscam
lucro de uma maneira desenfreada, principalmente os empreendedores
iniciantes ou com problemas de caixa, também os há aqueles,
dentro da nossa cultura de moral cristã e católica, que
vêem no lucro algo próximo do pecado.
Ambas as visões acima são ruins para os negócios.
A razão da pergunta é que se dissermos que a prática, que
conhecemos, é diferente da teoria, nos resta então responder:
qual é a teoria mais abrangente da visão da empresa ser
um ente mais do que econômico?
Para uma empresa cuja finalidade é o lucro, o "ganha"
da relação "ganha-ganha", eu concordo, só pode
ser o lucro! Mas o outro lado da relação "ganha-ganha"?
Como fica o outro lado, o lado do cliente, do seu cliente?
Há um efetivo relacionamento entre a empresa e seus clientes,
ou a pretensa parceria é na realidade uma rua de mão única,
uma empresa lobo em pele de cordeiro?
Se uma empresa tem por finalidade ser perene, enxergar o
"ganho" somente como o lucro não a conduz à perenidade.
O problema que estamos debatendo aqui, parece-me, é que
não se enxerga outro ganho de uma empresa diferente de lucro,
o que mostra, mais uma vez, que vivemos, em nossa vida prática,
do dia a dia, com empresas exclusivamente econômicas.
Há ocasiões onde o lucro por finalidade colide frontalmente
com o desejo de uma empresa ser perene?
A minha resposta é um sonoro SIM!
E a sua resposta? Qual é a sua resposta? Eu aguardo a sua
resposta.
A sua empresa é uma máquina de vendas ou uma máquina de
arrecadação?
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Merkatus pode ajudá-lo a montar uma máquina de vendas, uma
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Carlos
Alberto de Faria
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