"Não
é fácil ter paciência
diante dos que têm excesso de paciência."
Carlos Drummond de Andrade
Todos
nós já ouvimos falar de clientes difíceis.
Eles
existem. No entanto...
Toda
organização é montada visando entregar
algo a alguém.
A
decisão de receber, comprar, ao até procurar
em alguns casos,
o que a organização produz e entrega, é
do cliente.
Nós
vivemos nesta época em que quase tudo pode ser encontrado
em livros, autoajuda para isto e aquilo, seja isto ou aquilo
o que
você procura ou necessita.
No
Boletim da semana passada, falamos sobre a prevalência
do
conhecimento, nos dias de hoje, mas que, em nossa opinião,
essa
prevalência, é falsa.
As
neurociências dizem-nos, hoje, - leia o livro “O
Erro de Descartes”, de Antônio
Damásio - que a emoção e os
sentimentos têm um papel preponderante nas decisões,
mesmo naquelas ditas “mais objetivas”, tomadas
por juízes, engenheiros, médicos e outros
tipos de profissionais que, a princípio, espera-se
deles, trabalhem com a razão.
O
problema é que as regras da autoajuda servem no varejo,
pela
média, mas quando se tem que “enfrentar o touro
a unha”, no
calor da batalha pelos clientes, neste mercado competitivo,
a média só faz com que se esqueça de
todo o pessoal que não comunga essa média.
E eles são muitos... e preciosos.
O
que funciona com um cliente, ou a regra que funcionou aqui,
não necessariamente funciona com o outro cliente,
e pode
também não funcionar lá.
Isso
se deve ao cliente “camanguru”, numa imagem
criada pelo
homem de marketimg Francisco Alberto Mádia de Souza,
dizendo
que o cliente é uma mistura de camaleão (muda
de cor de acordo
com o ambiente) e vive pulando de um lado para o outro.
A
realidade é que as pessoas são, intrinsicamente,
diferentes. E
elas próprias diferem ao longo do dia, enquanto representam
os
seus diversos papéis (pai ou mãe, profissional,
leitor, amante de
comida chinesa, esposo, crente de tal religião, jogador
de futsal,
apreciador de vinhos, etc., etc., etc.).
Esta
é uma boa oportunidade para você ler o artigo:
O
Brasil é um país onde a diversidade é
uma característica forte,
construída pelo clima, relevo, colonização,
política, educação, e
outras tantas causas.
A
mobilidade do mundo moderno trouxe a mistura dessa
diversidade.
Vamos
imaginar que estivéssemos em um mundo fictício,
onde
todos os clientes sejam do perfil médio, quase iguais.
Seria
uma maravilha? Não seria?
Nem
tanto, nem tanto...
Se
todos os clientes fossem iguais ou, ao menos, previsíveis,
a
posição de atendimento dos clientes, vendedores,
consultores,
telefonistas e outras tantas profissões, não
precisaria de pessoas
tão capacitadas quanto você é, e esses
outros são.
Um
simples anotador de pedidos seria suficiente, ou até
mesmo a
substituição desse atendente humano por uma
máquina.
O
que você aprenderia, na sua atividade de contato com
o público,
se todos fossem previsíveis? Se você fosse
um simples anotador de pedidos, qual seria o seu salário?
Se
encararmos o cliente difícil como uma oportunidade
de entender
e adaptar melhor nossos serviços ao nosso público,
deixamos de
encarar esse cliente como uma crise, e passamos a tratá-lo
como
uma oportunidade.
Nós,
enquanto trabalhamos com o público, não temos
o direito de
ter expectativas sobre o perfil do cliente que virá
ser atendido por
nós.
A
moral, os bons costumes e o respeito são necessários,
e jamais se deve abrir mão deles. Mas em termos de
expectativas, temos o
direito a tão somente isso: moral, bons costumes
e respeito.
Leia
este artigo: “A
Lei da Expectativa Negociada”
O
que torna o mundo desafiante é a diversidade. E uma
grande
tarefa que temos é entender, aceitar e trabalhar
com as
diferenças, com os diferentes.
Essa
forma de ver não é somente um desafio, mas
nos coloca como aprendizes no mundo em que vivemos. E, principalmente,
reforça a nossa própria e única individualidade:
o outro tem o direito de ser quem ele é, assim como
eu tenho o direito de ser quem eu sou!
Há
um artigo imperdível intitulado:
"Ensinando
Pessoas Inteligentes a Aprender", de Chrys
Argyris,
publicado na Harvard Business Review, de maio-junho de
1991. Há diversos livros traduzidos pela Campus,
da Harvard
Busines Review Books, que possuem esse artigo, entre eles,
este:
"Aprendizado
Organizacional", vários autores, Campus,
2000.
Aprender
é um dos mais importantes sintomas de se estar vivo.
Há pessoas que não aprendem e estão
vivas, mas em estado quase vegetativo, apesar de andarem
com suas próprias pernas. Com certeza você
conhece pelo menos uma pessoa com este perfil, não
conhece?
Os
clientes difíceis são aqueles que fazem você
crescer, aprender e a ser mais forte a cada dia.
Clientes
difíceis?
Clientes
difíceis são desafiadoramente ótimos!
Se
a sua empresa ou você têm dificuldades em lidar
com clientes
difíceis, você precisa aprender a trabalhar
e recrutar pessoas com
assertividade e resiliência. Se você precisar,
a Merkatus
pode ajudar. Contate-nos:
calfaria@merkatus.com.br
ou
0 XX 47 3369-2465 ou
MSN: cafaria@merkatus.com.br
Assuma
a construção de uma semana excelente.
Carlos
Alberto de Faria
Merkatus - Ajudando nossos
clientes a atrair clientes.
Resolvendo os seus problemas “on-line”.
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as empresas e as instituições a aprimorar: a obtenção
de mais e melhores clientes certos, a conformidade do
que produzem ou fazem à demanda do seu mercado, a aproximação
de interesses convergentes entre a demanda e a oferta,
dentro da área de serviços. É nosso intuito promover
o desenvolvimento pessoal e aprimorar as relações comerciais
do mercado.
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