"Deve
ser uma paz sem vitória.
Somente uma paz entre iguais pode durar."
Woodrow Wilson
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RESUMO:
"- "Isso é só marketing!"
Essa frase é dita inúmeras vezes, transmitindo
uma idéia de falsidade inerente ao marketing.
A frase acima só arranha o verniz da verdade."
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O marketing é um novo campo de estudo,
mas é também um apanhado de conceitos e técnicas
oriundas dos mais diferentes ramos do conhecimento humano.
Isto
tem o seu lado bom e o seu lado ruim, como tudo na vida.
O
lado bom é que se torna um campo de estudo muito
pragmático, e dentro da ética, o que funciona
é correto e o que não funciona é esquecido,
jogado de lado.
No
entanto, por ser um campo relativamente novo, há
várias ações que se diz de marketing,
e só na superfície é marketing.
Marketing
virou um chavão, e quando marketing vira quase tudo,
marketing vira nada, por não ter identidade, individualidade
e unicidade.
Vejamos
um caso conhecido de todos nós: os nossos bancos.
Não falo de nenhum, em particular, e sim de todos
em geral, incluisive os estatais. Eles ocupam os horários
nobres com suas propagandas, tanto criativas, quanto caras.
São também patrocinadores de excelentes espetáculos
esportivos e culturais.
Este
conjunto de atividades insere-se dentro das atividades de
marketing, mas o são somente na superfície.
Vejamos os por quês desta minha assertiva:
1º
- Os lucros dos bancos crescem astronomicamente. Ótimo,
lucro é bom.
2º
- Eles são responsáveis socialmente, com projetos
de inclusão social e de cuidados com a natureza.
Ótimo também!
3º
- O serviço essencial do banco é atender o
cliente, e o cliente permanece na fila. Agora resolveram
o problema das filas colocando cadeiras para os clientes
sentarem. Mas as cadeiras são somente solução
para os bancos, pois os clientes, que se sentem confortáveis
nas cadeiras, prefeririam ser atendidos rapidamente, a ter
que sentar nas cadeiras.
4º
- Os aposentados fazem filas nas portas dos bancos, esperando
atendimento.
De
que adianta as propagandas e as outras atividades, se o
principal está à vista de quaisquer clientes
ou pessoas que passam nas ruas, ao lado das agências
bancárias?
Os
próprios clientes VIP dos bancos, que têm atendimento
especial e caixas exclusivos, observam estes aspectos.
A
apresentação das propagandas no horário
nobre é uma realidade, a verdade dentro e fora das
agências é outra, e não há como
esconder este fato.
A
mensagem é dupla, há duas realidades, e a
eqüidade não sendo respeitada, produz conseqüências.
Isto está claro e é responsável pela
não inclusão dos bancos nas entidades mais
respeitadas pela população brasileira.
Se
você não conhece, leia este artigo interessante:
"A
Teoria da Eqüidade E Algumas Possíveis Conseqüências
Pessoais"
O
banco mostra-se como uma organização em que
o atendimento às pessoas é mero detalhe, mas
privilegia o lucro. O atendimento das pessoas, que é
algo inerente à atividade, mostra-se para a cúpula
do setor bancário mais um problema, do que uma vantagem.
Note,
nós não somos contra o lucro. Cremos que o
banco que vier privilegiar o atendimento, com respeitoàs
pessoas, sem considerá-las mera massa de manobra
na busca do lucro, terá mais lucro. É o que
os fatos têm demonstrado.
Há
soluções, são conhecidas, mas há
a necessidade de investimento, que pode comprometer o lucro
de amanhã, mas resultar em lucros maiores depois
de amanhã.
Somente
a competição e o tempo podem mudar este estado
de descaso com as pessoas (clientes), e as mensagens duplas
e opostas que o setor transmite.
A
desfaçatez é tamanha, que algumas agências
de bancos, em municípios onde há lei municipal
definindo tempo máximo de atendimento, se um cliente
pede o registro da hora em que chegou em seu tíquete
de atendimento, que não tem o registro automático
da hora de chegada, tal providência é feita
com má vontade e, inexplicavelmente, surgem novos
caixas para fazer as filas andarem...
Estas
são empresas dirigidas para o mercado? A resposta
é um sonoro NÃO!
Estas
são empresas que usam de técnicas de marketing?
A resposta é SIM!
Este
uso do marketing de verniz, para parecer o que efetivamente
não se é, é mais um dos aspectos destes
novos tempos.
O
marketing, por vezes, é utilizado na superfície,
não há uma proposta íntegra de entrega
de valor aos seus clientes, e desse valor capturarem o lucro.
Os clientes são meros e inexpressivos detalhes.
De
que adianta tanta propaganda, tantos espetáculos
e ações de responsabilidade social, se o âmago
do serviço dispõe do tempo do ser humano que
precisa dos seus serviços, daquele indivíduo
chamado de cliente, mas tratado como massa de manobra, com
a única finalidade da preservação financeira,
a qualquer custo para o "cliente paciente".
O
marketing ainda é entendido com a função
de comercializar o que se tem, onde se tem, quando se tem,
e na hora que se quer. O marketing de relacionamento vira
marketing de abuso da paciência, pois evoca um mundo
dourado, e as práticas estão em outro nível...
O
marketing, que era para ser estratégia de ataque
e conquista ao mercado, para fazer com que a comunidade
admire a empresa, para obter respostas aproximativas da
sociedade, vira um mero meio de colocar as suas preferências:
o que o banco quer, quando ele quer, como ele acha melhor,
onde ele acha conveniente.
Estas
atitudes definitivamente não se constituem no âmago
das empresas voltadas para o mercado, mas sim de empresas
voltadas para si. Por estes motivos os bancos no Brasil
não possuem uma boa percepção frente
à sociedade.
O
marketing, em muitas empresas, é somente superfície,
um mero verniz. E os bancos não estão sozinhos
nessa empreitada, eles são somente os que se fazem
mais visíveis, dada a sua atuação nacional
e seu poderio econômico...
Quantas
empresas praticam um marketing integrado:
-
marketing para o mercado (clientes e não clientes),
- marketing para os empregados, buscando ser uma ótima
opção de emprego;
- marketing de responsabilidade social,
- marketing para os acionistas, buscando ser uma ótima
opção de investimento.
Um
detalhe: os bancos praticam os dois últimos tipos
de marketing, mas não são, efetivamente, os
que trabalham mais na superfície rasa do marketing.
Muitas empresas trabalham somente com o último marketing
citado acima, o marketing, rápido e rasteiro, voltado
exclusivamente ao acionista e ao lucro.
Esse
foco único é um dos motivos da mortalidade
prematura de muitas empresas e empreendimentos.
Quantas
empresas brasileiras são efetivamente estruturadas
para atender, integrada e balanceadamente, o mercado a que
se dispõem atender: clientes, empregados, acionistas
e a sociedade?
Nas
resposta a esta pergunta consta a essência do que
se chama de marketing:
"montar
e operacionalizar uma estrutura organizacional voltada a
entregar valor a um mercado (clientes, empregados, acionistas
e sociedade) e a capturar o valor que há nesse mesmo
mercado, em forma de lucro."
Note
que esta afirmação mostra que o lucro é
conseqüência da entrega de valor ao mercado;
nunca finalidade, embora uma necessidade.
Respondendo
à pergunta do título:
o
USO que se faz do marketing pode ser só verniz.
Tal
como a energia atômica, que pode ser utilizada para
a cura do câncer ou para Hiroshima, o marketing, como
toda e qualquer área do conhecimento humano, pode
ter um bom uso, ou não.
Como
a sua empresa utiliza o marketing?
Veja
se este é o seu problema?
Sua
empresa pratica o marketing integrado? Estão claros
e identifiados os 4 públicos alvo das suas atrividades
de marketing? A Merkatus pode ajudá-lo na prática
do marketing que obtém resultados planejados, integrados
e esperados. Contate-nos já:
calfaria@merkatus.com.br
ou
0
XX 47 3369-2465
Façamos,
dia a dia, uma ótima semana.
Carlos
Alberto de Faria
Merkatus
Ajudando nossos clientes a atrair
clientes.
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