"Um
homem do departamento pessoal abraçando
um empregado é o mesmo que o tesoureiro com
as mãos na caixa registradora."
Robert Townsend,
autor do imperdível "Dane-se A Organização!"
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RESUMO:
"A melhoria pessoal, a melhoria dos relacionamentos,
a melhoria da auto e da hetero-percepção e
do conhecimento, e a melhoria das interdependências
dentro da empresa, na família e fora delas.
Chegamos então à melhoria pessoal contínua."
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As empresas só acessam a era do conhecimento,
quando e se tiverem implantado os princípios da qualidade
em toda a organização, e estes princípios
estiverem operacionais, já colhendo frutos. O que
é raro, mas perfeitamente possível.
Por
que podemos fazer tal afirmação?
A
solução de problemas, tão bem documentada
e exposta em livros e manuais de qualidade, com as famosas
ferramentas da qualidade, é uma peça chave
na implantação da qualidade. Um dos preceitos
é a gerência baseada em fatos e dados.
-
"Confiamos em Deus, o restante traga-me dados.",
- dizia um discípulo de Deming.
A
aplicação contínua destas ferramentas
da melhoria contínua ensina as pessoas que suposições
devem ser confrontadas com os dados, experiências
devem ser feitas, controlando-se variáveis, sempre
no sentido de manter sob controle aquilo que se quer produzir
melhor, mais rápido e com menor custo.
Este
aprendizado contínuo conduz as pessoas à humildade,
pois todas ficam, são e estão subordinadas
aos fatos e dados. Desaparece o tão famoso:
-
"Eu acho que... "
Este
tipo de afirmação é substituído
por debates abertos, confrontação de idéias
e experiências que submetem os "achismos"
do grupo às condições da realidade,
à experimentação.
Então,
o que é melhor, é aprovado; o que é
pior, abandonado; e o principal de tudo: tudo fica documentado.
A experiência vivida por cada um dos empregados é
insubstituível e compõe o seu acervo, a sua
experiência, e como escrita e documentada, torna-se
também o legado da equipe.
É
esta humildade que propicia a base para o segundo ciclo
do aprendizado pessoal, que traz a empresa para iniciar
o ciclo das organizações que aprendem.
Na
medida em que os problemas dos processos produtivos escasseiam,
verifica-se que a solução dos problemas nem
sempre se localiza mais nos processos de produção
e administrativos, no ambiente externo de cada pessoa. Os
problemas que surgem estão relacionados às
pessoas e em seus relacionamentos.
Muitos
problemas estão no âmbito interno de cada pessoa.
É, então chegada a hora, do segundo ciclo
da melhoria contínua: a melhoria pessoal e intransferível
dos comportamentos e atitudes de cada empregado, melhoria
essa que se reflete nos seus relacionamentos pessoais e,
por tabela, na produtividade empresarial.
Quando
defrontadas com este tipo de problemas, as empresas procuram
um tipo de solução "varinha de condão":
-
"Vamos dar um curso de motivação!"
Lembre-se:
"Motivação
é uma porta que só abre por dentro de cada
pessoa."
Há
pessoas, inclusive, que perderam a chave da porta da motivação,
e só com muita terapia podem vir a abrir essa porta.
O
próximo passo na direção da qualidade
é que cada empregado coloque o seu próprio
desempenho na direção da melhoria contínua.
Estamos falando, com todas as letras, que após a
melhoria dos processos da empresa, só resta melhorar
os empregados, chegando-se à melhoria pessoal contínua.
Por
empregados aqui se entenda os ditos empregados do chão
da fábrica, os supervisores, os gerentes intermediários,
os fornecedores e parceiros, chegando à alta gerência.
Todos!
RELAÇÕES
INTERPESSOAIS
Quando confrontados com seu próprio desempenho, e
os relacionamentos decorrentes das diversas e necessárias
atividades empresariais, é usual cada um colocar
o problema para longe de si: o outro é o culpado.
Aqui entram as relações interpessoais.
Nas
relações interpessoais ficam evidentes dois
conceitos, a princípio opostos, mas complementares
em se tratando de relações humanas: a independência
e a interdependência.
RELAÇÕES
INTERPESSOAIS: Independência
A independência obriga-se a vir acompanhada da palavra
responsabilidade, ou seja, uma independência responsável,
pois todos fazemos parte de uma equipe que cresce junto
e responde solidariamente pelos resultados.
A
independência tem que ser responsável pela
representação da equipe por uma única
pessoa "independente", mas atuando como membro
autorizado informalmente pela equipe e respaldada pelo conhecimento
compartilhado.
A
independência faculta ao membro da equipe agir sozinho,
quando julgar necessário, perguntando-se:
-
"O que a equipe faria no meu lugar?"
RELAÇÕES
INTERPESSOAIS: Interdependência
Já a interdependência não pode criar
dependência, pois somos responsáveis por resultados,
portanto a necessária interdependência tem
que ser eficaz.
A
interdependência tem que ser eficaz no sentido do
comprometimento mútuo e coletivo para alcançar
os objetivos.
A
interdependência faculta ao membro da equipe, no caso
de incerteza e dúvida, trazer o assunto à
equipe e perguntar:
-
"Pessoal, nesta situação, o que fazer?"
O
SEGUNDO CICLO DA MELHORIA PESSOAL CONTÍNUA
Normalmente, antes de se entrar nesse ciclo de aprendizagem,
ouvem-se os seguintes comentários:
-
"Eles têm que ser abertos à mudança."
-
"Eles têm que querer aprender."
-
"Deixa 'eles' lá, um dia eles aprendem."
O
"eles" aí podem ser: clientes, colegas
de trabalho de outro setor, empregados terceirizados. Ou
seja, os "outros" podem ser quaisquer outras "tribos",
desde que não seja a nossa a assumir a "culpa"
ou a responsabilidade pela mudança necessária,
mas tão dolorosa.
Colocar
nas costas dos outros os problemas é evitar a solução,
pois o problema não é enfrentado, é
fugir do compromisso da interdependência, é
o famoso auto-engano.
O
"outro" não é o problema, quando
sou eu não partilho com ele minhas percepções,
minhas dúvidas, minhas expectativas e os nossos resultados,
pois afinal estamos todos no mesmo barco, não é
mesmo [Name]?
E
por não partilhar, pois, inconscientemente, eu quero
justificar uma falha minha, eu coloco nos ombros do próximo
a minha incompetência na busca proativa de soluções.
Esta
é uma atitude puramente defensiva. É negar
a responsabilidade pela sua ação no sentido
de fazer parte ou conduzir uma mudança, colocando
a responsabilidade longe de si, inevitavelmente nas costas
alheias e próximas, mas nos pertencentes a outra
"tribo", jamais a nossa ( o "eu" ou
o nosso grupo de "perfeitos").
A
MINHA CONTRIBUIÇÃO
O segundo ciclo da melhoria pessoal contínua exige
que cada empregado faça-se a seguinte pergunta:
-
"Qual é a minha contribuição?"
Então:
-
como assumir a responsabilidade pela minha própria
mudança de atitude?
-
como não ter uma postura defensiva?
-
como eliminar a culpa dos outros, ampliando e facilitando
a mudança?
A
sua resposta é obtida através de você
mesmo, respondendo às seguintes perguntas:
Estes
são os tipos de perguntas que o segundo ciclo da
melhoria pessoal contínua permite. Esta é
uma etapa da implantação da qualidade pessoal,
da qualidade de cada pessoa, a etapa seguinte ao domínio
das ferramentas para solução de problemas
externos (processos).
Estas
perguntas também permitem atingir o patamar das empresas
que aprendem, pois a empresa só muda para melhor
quando seus empregados aprendem continuamente a serem cada
vez melhores, como resultado de desempenhos melhores, como
resultado de pessoas cada vez melhores...
Esta
nova etapa é a da solução dos problemas
internos (pessoais e de relacionamento) que começam
a aflorar, encontrando seus ajustes continuamente. A partir
deste momento a única constante na vida da empresa
é a mudança, já que o mercado muda
pela própria mudança da empresa, num ciclo
de interdependência contínua.
É
nesta etapa e neste processo de mudança dos empregados,
como um todo, que a empresa se habilita à mudança
contínua: o segundo ciclo da melhoria pessoal contínua,
onde o foco das melhorias está nos comportamentos
e nas atitudes de cada empregado.
LEITURAS
COMPLEMENTARES:
A
Lei Da Expectativa Negociada
Administradores
X Gerentes
Mercado
De Trabalho: Realidade e Recomendações
Fui
Criativo! Estou Demitido...
Você
e sua empresa precisam melhorar continuamente, sob pena
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Carlos
Alberto de Faria
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