"A
felicidade é como a saúde:
se não sentes a falta dela, significa que ela existe."
Ivan Turgueniev
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RESUMO:
Na área da saúde temos clientes ou pacientes?
Temos a opinião que é irrelevente chamar de
paciente ou cliente. Mas há outro aspecto importantíssimo
pouco discutido..."
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Na
área da saúde temos clientes ou pacientes?
Eu
vejo que essa pergunta pode ser irrelevante, dependendo
de como é tratado o cliente paciente. Vejamos...
Todo
profissional da área da saúde utiliza, como
meio de subsistência e manutenção da
sua vida e da sua família, os seus conhecimentos
para manter e melhorar a vida dos seus clientes pacientes.
Queremos
deixar claro que na área da saúde tratamos
de um negócio, um negócio que mexe com a vida,
a manutenção da vida, a melhoria da vida,
e trata também da morte.
Como
os profissionais da saúde tratam da vida e da morte,
com uma proximidade maior do que outras profissões,
isto confere a eles uma certa áurea, um misticismo,
e um poder que nenhuma outra área tem.
Passaremos,
a partir daqui, a falar sobre médicos, e entenda-se
por médicos todos e quaisquer profissionais da área
da saúde (dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas,
nutricionistas, psicólogos, etc.).
Todos
e quaisquer médicos, com consultórios próprios
ou não, trabalhando em hospitais públicos
ou em clínicas privadas - estas diferenciações
só dizem respeito ao tipo de negócio que o
profissional médico está inserido, nada mudando
em sua relação com o cliente - estão,
portanto, fazendo um negócio, estão dentro
de um negócio.
Os
médicos recebem uma remuneração, basicamente,
para estabelecer um processo que devolva a saúde
ao seu cliente.
Eu,
inclusive, digo que os médicos vendem esperança,
a esperança da recuperação da saúde
(parcial ou total).
Os
diplomas, colocados em destaque nos consultórios,
se prestam para demonstrar a proficiência do profissional,
o seu investimento em atualização constante,
o que tangibiliza e transmite uma certa segurança
ao paciente-cliente.
O
negócio que o médico faz é uma troca
não pactuada, mas presumida:
-
"Eu recebo o seu dinheiro em troca da recuperação
da sua saúde. "
O
pagamento é físico, o fio de esperança
é somente uma possibilidade.
Esta
troca é regida pelos princípios estudados
exaustivamente pelo marketing de serviços, quer o
médico conheça, desconheça ou faça
questão de ignorar.
Alguns
médicos se insurgem contra o marketing. E não
é a posição deste médico, ou
daquele outro, que vai dizer se isto é verdade ou
não.
A
posição do médico pode indicar se ele
está pronto para aprender, ou se vira as costas para
o aprendizado de como se faz negócios... e negócios
éticos, principalmente para quem (clientes ou pacientes)
o resultado do trabalho resulta em melhoria da saúde,
ou morte!
Os
profissionais da área da saúde trabalham com
o que há de mais sagrado para a maioria das pessoas:
a vida.
Neste
trabalho na área da saúde, é usual
o médico enxergar dois processos em curso:
-
um relativo ao negócio e
-
outro relativo ao processo de recuperação
da saúde.
Esta
separação é uma simplificação
do processo de relacionamento, da interação
entre o cliente-paciente e o médico, sob o ponto
de vista do médico.
Alguns
(muitos?) médicos poderiam e precisariam enxergar
e se posicionar sob o ponto de vista do que os seus clientes
procuram e querem.
Qual
seria o posicionamento mercadológico?
Para
o cliente só há um processo em curso: ele
troca o seu dinheiro, ou do contribuinte, pela esperança
do restabelecimento da sua saúde.
Este
é o âmago do negócio, sob o ponto de
vista do cliente.
Qual
a diferença entre as duas percepções
ou posicionamentos dos profissionais de saúde?
No
primeiro, e mais comum, posicionamento, aquele do médico
que enxerga dois processos separados, o negócio e
a recuperação da saúde, o médico
se coloca como o centro. É o negócio que ele
faz e a recuperação que ele proporciona através
do seu conhecimento.
No
caso acima o foco é autocentrado: o uso do seu conhecimento
para proporcionar o restabelecimento da saúde do
cliente-paciente.
Este
posicionamento confere uma posição de autoridade
a quem tem o "poder da cura".
Já
vendo sob o ponto de vista do cliente paciente, no segundo
posicionamento, o médico coloca os seus conhecimentos
para restabelecer a saúde do seu cliente paciente,
coloca os seus conhecimentos a serviço do paciente
cliente.
Nesta
caso o foco é o restabelecimento da saúde
do cliente.
O
conhecimento está a serviço do restabelecimento
da saúde. É o médico colocando-se como
um prestador de serviços.
Portanto,
pensar em dois processos, em separado, é deixar de
pensar cliente (ou paciente), pensar na necessidade básica
que leva toda e qualquer pessoa ao seu consultório:
a esperança de recuperação da saúde.
O
negócio de todo e qualquer médico só
vai para frente quando a propaganda boca a boca feita pelos
seus clientes pacientes informa que aquele médico
ajuda os seus clientes a enfrentarem um processo que lhes
devolve a saúde.
Afinal
eu não vejo nenhuma pessoa escolher médico
por folder, panfleto ou páginas amarelas, mas sim
por indicação, que é o famoso boca
a boca, a forma mais eficaz, barata e efetiva de se construir
um negócio, também na área da saúde.
E
você, você trabalha na área da saúde?
Se sim, você tem clientes ou pacientes? O seu foco
é a apalicação do seu conhecimento?
Ou o seu foco é a recuperação da saúde?
Sob
o ponto de vista do negócio, chamar o ser humano
que está à sua frente de cliente ou paciente
é irrelevente, pois o principal é como o médico
se coloca no negócio, é o seu posicionamento
frente ao negócio. O nome que se dá a quem
está à frente do profissional da saúde
é irrelevante.
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Carlos
Alberto de Faria
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